quinta-feira, 11 de outubro de 2012

Ferrovias - A história da ferrovia no Brasil


Ferrovias - A história da ferrovia no Brasil

Daniel Penisi
Orientador: MSc. Álvaro Camargo Prado
2009

Primeira Ferrovia do Brasil – Estrada de Ferro Mauá

O início das ferrovias no mundo deu-se em meados do século XIX, contribuindo de forma significativa na economia mundial. Tornou-se com o tempo, um importante meio de transporte de passageiros e cargas em países de grandes dimensões, tendo como principal característica o pequeno gasto de energia por tonelada, facilitando o transporte e movimentação de cargas em grandes lotes. Embora o transporte rodoviário não possua agilidade nem mobilidade, deixando o processo bastante lento, existe uma grande vantagem que o difere de outros meios de transporte, pois somente pelo meio ferroviário é possível integrar e facilmente ter acesso às regiões distantes uma da outra.

Entre os tipos e modelos de vagões, locomotivas e vias, também conhecidos como Forças Motrizes, desenvolveram-se novas forças como o vapor, diesel, bateria, eletricidade entre outras. O transporte a vapor foi o primeiro a utilizar carvão como combustível. Logo o diesel mostrou-se mais rentável e assim, desenvolviam-se outros tipos de energias cada vez mais adequadas.

A primeira ferrovia mundial surgiu na segunda metade do século XVIII, durante a Revolução Industrial. Foi nesse momento que houve o avanço de ferramentas e máquinas que muito contribuíram para o avanço e desenvolvimento dos transportes como um todo. A Inglaterra foi a pioneira das ferrovias no período de Industrialização e em seguida, iniciava-se a época da mecanização, sendo utilizada mais tarde nas primeiras locomotivas. Na América do Sul, o transporte ferroviário teve início logo após a independência de alguns países, pois o governo estrangeiro buscava investir no meio de transporte que facilitaria trabalhos nas novas terras, visando obter um retorno lucrativo.

Segunda Ferrovia Brasileira – São Paulo Railway 

No Brasil, o início das Ferrovias deu-se por Irineu Evangelista de Souza, o Barão de Mauá, no dia 28 de janeiro de 1813, no Rio Grande do Sul. Este ficou conhecido como o patrono dos transportes e teve participação nas cinco primeiras ferrovias inauguradas em nosso país: De Recife ao São Francisco (1858), Bahia ao São Francisco (1860) e a última em Santos à Jundiaí (1872) tendo essa última também a participação e apoio da Companhia Paulista. Com o café tornando-se um principal produto da economia, alcançando o reconhecimento mundial, as ferrovias tomaram uma proporção grande e começaram a expandir. Em 1940 surge a estrada de ferro ligando a cidade de Bauru. Também tinha a intenção de ligar os oceanos Atlântico ao Pacífico, passando por Mato Grosso a Bolívia. Já em 1901 surge a estrada que ligava Araraquara à Taquaratinga. A estrada de ferro que ligava São Paulo ao Rio de Janeiro surgiu em 1875, também conhecida como Railway, responsável pelo escoamento de grãos de café até o Porto. Por fim, em 1983, surge a estrada que ligava São Paulo à Minas Gerais, ligando as principais regiões fazendeiras cafeeiras à Companhia Mogiana. As estradas expandiram-se também em diversos países como Argentina, França e Inglaterra.
  
As ferrovias foram deixadas de lado depois da crise mundial financeira que causou desordem na importação e exportação de produtos. Getúlio Vargas deu início à Industrialização no Brasil. Porém, foi no governo de Juscelino Kubitschek que ocorreu a maior mudança econômica da época, com o surgimento de novas empresas automobilísticas e consequentemente, o abandono do sistema ferroviário, que não serviria mais como principal sistema crescente da demanda industrial.

O TCC apresentado conta a história deste importante meio de transporte, que foi se perdendo ao longo da história, e que hoje já se mostra uma das soluções práticas para os gargalos encontrados no transporte, seja de pessoas ou mesmo de cargas. A apreciação do mesmo facilitará muito no estudo desse meio de transporte, e é altamente recomendado pelo grupo. 
                                                  Grupo Águia
Ariane, Felipe Lopes, Lucas, Pricila, Vinicius Costa e Vinícius Dalcheco

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Hoje começa o SAI



Hoje começa o SAI e todos os alunos e funcionários da Fatec Rubens Lara devem fazer.

Conto com meus alunos respondendo o questionário.

E só entrar no link https://cps.fipe.org.br/autenticacao/ e preencher.

É para a melhoria da escola e para nossa própria evolução.

É rapidinho! Compartilhem para que os colegas façam também. 

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

MODELO COMPUTACIONAL PARA PROJETO DA ARMAZENAGEM: TECNOLOGIAS DA INFORMAÇÃO E MODELO COMPUTACIONAL - VOLUME 3



MODELO COMPUTACIONAL PARA PROJETO DA ARMAZENAGEM: TECNOLOGIAS DA INFORMAÇÃO E MODELO COMPUTACIONAL

TCC elaborado por: EDUARDO MACIESKI CORTES
Orientador: Professor MSc. Ruy Cordeiro Accioly
Ano: 2011
Volume 3

Os projetos de armazenagem no modelo logístico são de extrema importância, pois são eles que consistem o estoque enquanto os mesmo não são fornecidos aos clientes finais, compensando assim a demanda e oferta dos produtos fabricados.

Um modelo computacional faz-se necessário onde é possível prever os estoques adequados, planejando assim um local de armazenamento de um dado produto. É importante salientar que apesar de todos estes fatores, a tecnologia da informação tem por objetivo principal a redução dos estoques, pois não há a necessidade de haver estoques superdimensionados pelo fato de haver um estudo para a demanda e as necessidades empresariais.



A previsão de demanda, armazenagem e estoques são de suma importância segundo este TCC, pois viabiliza através de um modelo computacional capaz de auxiliar os gestores e funcionários de armazéns logísticos e levar em conta a necessidade de redimensionar a capacidade das áreas de estocagem e assim sendo, melhor o nível de serviço operacional de armazenagem dentro do ambiente do armazém.



Para um ambiente empresarial, num contexto logístico operacional, ser mais dinâmico é necessário a utilização de sistemas computacionais para que haja um ambiente mais competitivo podendo oferecer os menores custos, trazendo consigo a qualidade tão esperada pelo cliente final. A Internet é uma aliada fundamental entre compradores e fornecedores visando melhor utilização e integração através do EDI (Eletronic Data Interchange), que se relaciona a verificação através do fornecedor os níveis de estocagem do cliente e fazendo, se necessário, a venda ao mesmo.


Este modelo computacional desenvolvido mostra-se como eficaz, pois nada mais é que um planejamento das atividades de previsão de estoques e atividades de armazenagem de um determinado produto, permitindo assim um dimensionamento melhor dos estoques, obtendo-se uma previsão relativamente confiável para um processo logístico, ganhando assim a qualidade de atendimento aos clientes porque a previsão da demanda atenderia de forma satisfatória os clientes através da melhora nas áreas reservadas e redução dos custos de armazenagem, algo fundamental em um planejamento logístico.
  
Grupo Jaguar
 Integrantes: Felipe Barbosa, Felippe Leoni, Georgiane, Guilherme Mendes, Guilherme Pelegrino, Ivens.

domingo, 30 de setembro de 2012

MODELO COMPUTACIONAL PARA PROJETO DA ARMAZENAGEM - Armazenagem e Movimentação de Materiais Volume 2


MODELO COMPUTACIONAL PARA PROJETO DA ARMAZENAGEM
Armazenagem e Movimentação de Materiais
Volume 2

DAISY DALOMA COSTA
Orientador: Profº MSc. Ruy Cordeiro Accioly
2011


A armazenagem e a movimentação de materias estão diretamente ligadas ao custo logístico. Se uma empresa mantém um centro de distribuição em locais estratégicos vai ganhar vantagem competitiva alem de reduzir custos de transportes.
Todo armazém realiza 04 funções básicas sendo:
Recebimento é a fase da conferencia física e documental dos produtos entregues.
Estocagem: após serem devidamente identificados são armazenados em local apropriado.
Separação: quando existe um pedido nessa fase é feita a localização e separação do produto.
Expedição: é a fase final onde ocorre o embarque dos produtos e/ou entrega.

As 07 Etapas da Armazenagem
Fonte: Adaptado de Revista Intralogística
Redução de custos, coordenação entre a oferta e demanda, efeitos no mercado, equilíbrio no processo seletivo, continuidade de produção são os fatores principais para as empresas manterem armazéns ativos para guardarem seus estoques. Alem do mais importante que é garantir que os produtos não se danifiquem ou estraguem.
 Quando os materiais não podem ser empilhados ou para melhor aproveitamento do espaço físico são utilizadas as estruturas de armazenamentos. Com elas o material fica protegido e também fica mais fácil sua localização e movimentação no armazém. Dentre eles estão:

- Leves: estantes, mezaninos, estantes deslizantes;
- Pesados: porta-pallets (convencionais, com dupla profundidade, drive-in, drive-trough, para estocagem dinâmica, etc.);
- Especiais: para bobinas, carpetes, etc.

O arranjo físico é a disposição física racional dos equipamentos, pessoas e materiais da maneira mais adequada ao processo produtivo, cujos objetivos são integrar esses elementos para possibilitar uma produção eficiente, reduzir transportes e movimentos de materiais, permitir um fluxo regular de materiais e produtos ao longo do processo produtivo, evitando gargalos, além de proporcionar utilização eficiente do espaço ocupado, dentre outros. (BALLOU, 2006; CHIAVENATO, 2005)
Dentre os novos segmentos de arranjo físico a verticalização é a mais comentada, pois alem de facilitar a movimentação da carga o especo físico dos armazéns é mais bem aproveitado reduzindo o custo por metro quadrado. Sem contar que a separação é mais eficiente e rápida.

Verticalização: Estrutura Porta-Pallets
Fonte: Bertolini Sistemas de Armazenagem
O transporte dos materiais é realizado por diversos tipos de equipamentos. As empresas estão investindo na compra de maquinários adequados para a movimentação de cargas, pois com eles a separação ou armazenagem dos produtos está cada vez mais rápida reduzindo custos.

Empilhadeira Trilateral
Fonte: Site LogisMarket
 

A função da embalagem é manter o produto sem nenhum dano físico, facilitar na armazenagem e no transporte e evitar possíveis trocas. Para a movimentação dos produtos existem diversos dispositivos dentre eles: Caixas de madeiras, caixas plásticas, contentores descartáveis, filmes esticáveis e os pallets. O pallet dentre os citados é mais utilizado mundialmente, pois o seu tamanho otimiza o transporte nos baús dos caminhões.

Pallet Padrão PBR
Fonte: Site da Bellaforma


GRUPO FALCÃO
Arthur Naka, Felipe Dias, Gislâine Assunção, Márcio Pereira, Oswaldo Chaves e Sarah Borges


sábado, 29 de setembro de 2012

MODELO COMPUTACIONAL PARA PROJETO DA ARMAZENAGEM


Níveis de Serviço, Previsão de Demanda e Estoques
Volume 1

Autora: LETÍCIA TOURINHO VENTURA
 Orientador:Professor MSc. Ruy Cordeiro Accioly

No conteúdo apresentado foi desenvolvido um modelo computacional envolvendo técnicas de previsão de demanda para a previsão de estoques, de paletização de embalagens e cálculo de estruturas de armazenagem, incluindo a escolha dos equipamentos de movimentação e restrições de espaço, para o planejamento do espaço de armazenamento de um determinado produto.
Pode-se afirmar que o desempenho logístico apropriado é determinado pela atividade de marketing, que vai analisar a combinação dos serviços e apoiar ou estimular as atividades que sejam rentáveis a uma organização. Mas antes de se definir uma estratégia para o serviço ao cliente é preciso que se desenvolva uma definição operacional deste serviço.
O objetivo do serviço ao cliente é proporcionar à cadeia de suprimentos benefícios de valor agregado para que se torne eficiente em termos de custo, sendo esta uma atividade proveniente dos conceitos de gerenciamento da cadeia de suprimentos.
Para obter-se um planejamento estratégico de serviço ao cliente deve-se verificar se o custo despendido para atingir o objetivo desejado será realmente um investimento ou apenas mais um custo, ou se é possível oferecer ao cliente mais do que um serviço básico que apresente algum diferencial dos demais concorrentes.

Para que o serviço tenha qualidade e um desempenho de alto nível, deve-se sempre fazer uma avaliação constante para apurar precisamente quais foram os erros e acertos cometidos. Os fatores de avaliação são três tipos: as variáveis de mensuração, unidades de mensuração e base de mensuração.
As variáveis de mensuração do serviço são aquelas atividades que são medidas para a avaliação de confiabilidade e monitoradas de maneira apropriada. Essas variáveis podem ser medidas em um tempo específico ou no decorrer do tempo.
Deve-se também ser analisado a disponibilidade, ato esse que está relacionada à capacidade de obtenção de um produto em estoque no momento em que o cliente necessita e deseja. O que toda empresa busca para seus clientes é ter um alto nível de disponibilidade de produtos em estoque e manter um nível baixo no investimento de instalações e estoques.

O objetivo é não deixar que faltem produtos aos clientes proporcionando insatisfação total pelo serviço oferecido  e o insucesso estarão no fato da grande frequência da falta de estoques disponíveis para atender os clientes.

O estoque pode ser dividido em estoque básico e estoque de segurança. O estoque básico é aquele que é baseado nas previsões das necessidades futuras com objetivo de atender a demanda de forma geral dando suporte para que não faltem produtos em estoque, já o estoque de segurança é aquele que vai servir como um suporte amenizando os atrasos nas entregas dos produtos e compensando os erros de previsões enquanto o estoque básico é reabastecido. 
                             
 Grupo Dragão

Adolpho Moreira
Adriana Pereira
Alan Gatti
Anderson Floriano
Bruna Freire
Fotis Dionysios
Marisol de Andrade
Vinícius Dias da Cunha


sexta-feira, 28 de setembro de 2012

Logística hospitalar: Variáveis de controle, planejamento e previsão da demanda.

LOGÍSTICA HOSPITALAR: VARIÁVEIS DE CONTROLE, PLANEJAMENTO E PREVISÃO DA DEMANDA.

TCC Elaborado por: Mauricio Teixeira Veiga Junior
Orientador: Prof.Dr. Mário Nogueira Neto.

Ano 2011


O Trabalho de Conclusão de Curso do aluno da Fatec Rubens Lara teve como foco principal a identificação da importância do controle, planejamento e demanda na Logística Hospitalar atualmente.
Apresentando os princípios, a historia, os diferentes tipos de medicina no mundo (antigamente a medicina se baseava em crenças, mitos, folclores, etc) os hospitais e sua importância global, fica difícil imaginar um mundo sem ela. A palavra Medicina vem do latim: a arte de curar e significa área de conhecimento que se utiliza de métodos práticos e teóricos para prevenir e (ou) curar alguém de algum mal.





Os hospitais não eram como conhecemos na nossa realidade, em prédios específicos com equipamentos informatizados com responsabilidade de atender os doentes, a prevenção de doenças, restauração da saúde, funções educativas, promoção de Pesquisas Básicas, que têm como finalidade de expansão e aprofundamento dos conhecimentos humanos.
O ambiente hospitalar pode ser divido em cinco grandes zonas: internação, serviços médicos, áreas industriais, pacientes externos e administração. A complexidade do hospital, que está diretamente ligada a sua capacidade, é o grau de sofisticação tecnológica do empreendimento.
Com e preocupação em atender em as demandas externas, estabeleceu-se a Logística Hospitalar. Os hospitais utilizam à logística como uma aliada para manter sua ordem e eficiência, pois um local de atendimento à população precisa ser bem administrado e ter total ligação com os principais pontos da logística, pra seu bom funcionamento interno. Entre eles estão:

  •  Transporte: Mercadorias que chegam ao hospital através desse importante sistema de locomoção. A análise da administração é verificar o tempo de espera dos produtos, que são pedidos com urgência, o transporte de órgãos do corpo para transplante de um paciente, material de limpeza, entre outros, são o tempo e o custo do transporte que tem como finalidade a ida e vinda dos hospitais.

  • Manutenção de estoque: Para qualquer negócio é importante a reposição de estoque para garantir tempo para o consumidor, e em um hospital não é diferente, pois é necessário ter um responsável que verifica a falta de um produto, sua reposição rápida e a importância no tratamento de um paciente, consequentemente, tendo que ser avaliado a quantidade e qualidade do estoque todos os dias. É de extrema importância manter sob controle o estoque de um hospital, não só para evitar a falta de medicamentos, como também o desperdício, ao comprar quantidades desnecessárias de um mesmo produto e não os utilizar em tempo hábil, fazendo com que percam a validade. A classificação dos equipamento e produtos é uma maneira de controlar o estoque.


Num hospital é preciso levar em conta os pontos da logística: armazenagem, manuseio de materiais, embalagem de proteção, obtenção, programação de produtos e manutenção de informação. Todos esses elementos juntos facilitam o planejamento e continuidade do estabelecimento, pois, a situação monetária dos produtos está ficando cada vez mais alta, tanto para o consumidor, tanto para o empresário hospitalar que precisa de diferentes aquisições de máquinas e produtos industrializados. A utilização dos métodos logísticos dentro de um hospital é essencial para se salvar umas vidas com isso podem perceber o quanto a logística hospitalar é delicada e imprescindível.

                      Grupo Cachorro



Integrantes:Bruno, Eduardo Lúcio, Juliana, Lohrana, Rayssa, e Yasmin.

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

LOGÍSTICA DE TRANSPORTE DE CARGA PROJETO: ESTUDO SOBRE OPERAÇÕES DE VAGÕES DE TREM NO PORTO DE SANTOS

Logística de Transporte de Carga Projeto: Estudo Sobre Operações de Vagões de Trem no Porto de Santos

TCC elaborado por:
Madalena Eskelsen Manzanete

Orientador:
Prof. MSc Thames Richard da Silva

Santos - SP

2011

  

A área de logística e transporte vem crescendo de forma significativa desde a década de 1990, o que requer maior atenção, especialmente no tocante a gestão e competências nas atividades de logística e transportes.

Conceito de Logística

A logística de uma empresa é conceituada como todo o esforço integrado com o intuito de criar valor a partir do menor custo total possível e existe para satisfazer às necessidades do cliente, facilitando as operações relevantes de produção e marketing. No âmbito estratégico, os profissionais de logística procuram alcançar qualidade pré-definida de serviço ao cliente por meio de um esforço operacional que agreguem valor à empresa, por meio de diferenciais competitivos na prestação de serviços de logística.

- Logística de Transportes

A logística de transportes possui seu conceito atrelado ao transporte e entrega de produtos no prazo estabelecido entre empresa/cliente, mantendo a integridade e qualidade do produto. Sendo o transporte uma das principais funções logísticas, em parte por  representar a maior porcentagem dos custos logísticos para as empresas e de outro lado de garantir a distribuição do produto na cadeia de suprimento, a escolha do modal influencia neste aspecto.

- Sustentabilidade

A expressão “desenvolvimento sustentável” foi criada no Relatório Brundtland, também denominado “Nosso Futuro Comum”. Tal definição deve-se a Comissão Mundial sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, com a finalidade de criar harmonia entre o desenvolvimento social e econômico e a preservação do meio ambiente.

O conceito de desenvolvimento sustentável é satisfazer as necessidades das gerações presentes sem comprometer a capacidade das gerações futuras de satisfazerem suas próprias necessidades.

- Transporte de Cargas

O transporte de cargas desempenha um papel fundamental em qualquer economia organizada e, como não poderia deixar de ser, também no Brasil. O transporte viabiliza a movimentação de materiais para as plantas industriais e de produtos acabados para os consumidores. Estima-se que no ano de 2000 os gastos com transporte de cargas no Brasil tenham atingido a cifra de R$90 bilhões, correspondente a 10% do PIB nacional. Estes são números relativamente elevados, principalmente se comparados com os Estados Unidos, onde as despesas com transporte de cargas correspondem a 6% do PIB.

Como consequência do processo de privatização, iniciado em 1995, grande parte do sistema brasileiro de transportes encontra-se hoje nas mãos da iniciativa privada.

- Transporte Ferroviário

Desde tempos remotos, no fim do século XIX, as ferrovias eram utilizadas como alternativa ao transporte hidroviários, sendo que contribuíram para o desenvolvimento econômico de diversas regiões, como modo de transporte único para alcançar locais que o transporte hidroviário não tinha possibilidade, devido a barreiras de montanhas, além de oferecer velocidade e segurança maiores, influenciando assim em expansão regional e crescimento para os países.

Embora sua evolução tenha sido ultrapassada pelo modal rodoviário, entende-se que o setor ferroviário tem sido uma forma ainda promissora de transporte em relação à ecoeficiência, por ser o menos poluente e, portanto, influenciar em menor proporção para as alterações climáticas.

É também uma consequência da crescente internacionalização dos caminhos de ferro, que melhor respondem às exigências dos fluxos de tráfego.

As operações de transporte tornam-se integradas a logística para serem mais competitivas perante da internacionalização da produção e do consumo ditados pela globalização da economia. Para isto, formou-se uma rede integrada de fornecedores, indústrias, distribuidores e empresas de transporte, a fim de melhorar a qualidade dos serviços, na tentativa de manter o fluxo global de mercadorias.

Considera-se que o transporte é uma das atividades chave da logística para o aumento de competitividade, uma vez que este realiza a distribuição do produto e, portanto, apresentam os diversos tipos de modais: rodoviário, ferroviário, marítimo, aéreo e dutoviário.

- Carga Indivisível


De acordo com a Secretaria de Transportes (2011): “Carga Indivisível é a carga constituída por uma única peça, máquina, equipamento ou conjunto estrutural, ou ainda parte pré-montada destes elementos”.

A carga indivisível é representada por uma única peça estrutural ou conjunto de peças fixadas por rebitagem, solda ou qualquer outro processo, com a finalidade de ser utilizada como peça acabada ou parte integrante de um conjunto de montagem, máquinas ou equipamentos, que pela sua complexidade possa somente ser montada em instalações apropriadas.

Os transportes de cargas indivisíveis precisam de regras especiais, pois podem causar problemas de segurança e fluidez ao sistema viário quando da sua circulação em horário e local impróprios. Um planejamento específico deste tipo de carga contemplando os principais problemas que podem ocorrer. Por este motivo, a legislação foi analisada nos âmbitos federal, estadual e municipal, após o que foi estabelecida uma portaria no município de São Paulo, pelo DSV (Departamento de Operação do Sistema Viário), abrangendo todo o sistema operacional.


Grupo Albatroz



Anna, Christopher, Danilo, Diego, Nyckolas e Paloma

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

LOGÍSTICA DE TRANSPORTE DE CARGA


Logística de Transporte de Carga
Projeto: Estudo Sobre Operações de Pás Eólicas no Porto de Santos

Tatiana Ferreira dos Santos
 Orientador: Prof. MSc Thames Richard da Silva
2011



             Fontes de energia alternativas estão em alta, seus benefícios são inúmeros, mas em especial o desenvolvimento sustentável. Veremos a energia eólica, que vem crescendo no Brasil, mais precisamente sendo implantada no nordeste brasileiro.

        São fabricadas no Brasil, na cidade de Sorocaba e exportadas principalmente para Houston (EUA), Costa Rica e índia. Como Sorocaba se encontra mais próximo a Santos, seu transporte é feito pela estrada e quando chega na descida para Santos deve ser agendada, pois existe a limitação de apenas 12 carretas, cada uma contento uma pá eólica.

        A estrada é fechada, o trânsito interrompido e o transporte deverá ser efetuado entre às 00:00 e 5:00 horas. Ao chegar a Santos as pás seguem para o porto onde são embarcadas no navio para o transporte.



   A logística do transporte das pás eólicas é predominantemente rodoviário e marítimo, sendo que requer muito cuidado para que não haja danos a carga. As pás são consideradas cargas especiais e indivisíveis, sua locomoção depende de caminhões especiais. Devem ser transportadas mediante a AET, pois podem atravancar o trânsito, interferindo no trânsito das cidades. Por isso o transporte das mesmas deve ser sempre efetuado em horários alternativos.

      A operação do transporte dessas pás é registrada pelo documento denominado “Discharge Notes”, que constitui o documento do navio no ato do embarque da carga e para a descarga, assim deverão seguir instruções específicas, considerando as condições locais e portuárias.


          A logística para o transporte de cargas indivisíveis precisa integrar todos os elementos que envolvem o transporte de uma carga específica controlar o tempo e o custo, e a preocupação maior com segurança e qualidade da carga a ser entregue.

      O transporte para a adoção de fontes renováveis ficou muito limitado ao rodoviário, sendo que não é considerado o modal mais eficaz nem tanto o mais ecoeficiente. De outro lado, o estudo de vagões mostra que uma operação pode viabilizar ou limitar a capacidade de evolução do país a partir de suas operações logísticas.

      Assim, pode se repensar o transporte deste tipo de carga sendo adotada uma operação multimodal, viabilizando o equipamento adequado conforme as exigências locais e seu planejamento.

   O trabalho apresentado elenca algumas informações importantes para àqueles que pretendem entender mais sobre a logística do transporte destes materiais, ou mesmo somente para conhecimento por curiosidade.  As pás realmente intrigam pelo seu tamanho, e pelo trabalho realizado até que cheguem ao porto de Santos. Recomendamos sua leitura, o trabalho pode ser encontrado na biblioteca da FATEC Rubens Lara – Baixada Santista.

Grupo Águia
Ariane, Felipe Lopes, Lucas, Pricila, Vinicius Costa, Vinicius Dalcheco